Memorial Desenho III


Esse texto abaixo 'e a letra de uma m'usica que me lembrou muito o trabalho que realizei. Na verdade, eu sempre imaginei que essa m'usica seria um dia uma parte de um trabalho que iria realizar na FAP. Inacreditavelmente isso acontenceu. Sei l'a o por que. Tchau.

Escrito por Joplin às 21h04
[   ] [ envie esta mensagem ]




Hay hombres que luchan un día
y son buenos.
Hay otros que luchan un año
y son mejores.
Hay quienes luchan muchos años
y son muy buenos.
Pero hay los que luchan toda la vida:
esos son los imprescindibles.
Bertolt Brecht

Sueño con serpientes, con serpientes de mar,
con cierto mar, ay, de serpientes sueño yo.
Largas, transparentes, y en sus barrigas llevan
lo que puedan arrebatarle al amor.

Oh, la mato y aparece una mayor.
Oh, con mucho más infierno en digestión.

No quepo en su boca, me trata de tragar
pero se atora con un trébol de mi sien.
Creo que está loca; le doy de masticar
una paloma y la enveneno de mi bien.

Ésta al fin me engulle, y mientras por su esófago
paseo, voy pensando en qué vendrá.
Pero se destruye cuando llego a su estómago
y planteo con un verso una verdad.


Silvio Rodriguez (1975)


Escrito por Joplin às 20h59
[   ] [ envie esta mensagem ]






Escrito por Joplin às 22h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




Não tinha percebido que passava o tempo todo desenhando. Contruía figuras com o corpo da serpente (cobrinha ou minhoquinha) que traça a tela como uma linha.

Estes desenhos me lembraram algumas imagens minimalitas como também o copo de vidro com a coleção de bolinhas coladas.

Como passava o dia todo jogando, produzi bastante.. Mas como apresentá-las ou compartilhá-las. Eram imagens que faziam parte da minha intimidade, pois jogava escondido em todos os lugares: no trabalho, nas aulas da faculdade, em reuniões ou até mesmo nos bares quando saía com amigos.

Filmei alguns jogos e imagens congeladas de desenhos produzidos pela linha do corpo da serpente. Tirei algumas fotografias das imagens também, porém ficaram muito fora de foco. As filmagens ficaram bem melhores, mas como não entendo de 'novas' 'velhas' (vídeo, tv, vídeo cassete, computador, filmadora) tecnologias não consegui editá-las. 

Mando aí uma das imagens tiradas em web câmera:

  

Como nã 



Escrito por Joplin às 22h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




descansei o lápis e o papel

achei que não tinha como ir mais a frente

estava o dia todo sem conseguir estudar, desenhar ou prestar atenção em aulas, reuniões ou palestras

estive completamente viciada em um jogo de computador que chama snake II. Nele uma cobrinha vai andando, girando e cada vez que come uma bolinha aumenta seu rabo. Como nesse exemplo:



Escrito por Joplin às 21h31
[   ] [ envie esta mensagem ]




girando em torno do rabo

após os desenhos nas bolinhas coladas no vidro uma a uma, dos mapas e tabuleiros de jogos fiquei um bom tempo como diz o próprio título desta mensagem, girando em torno do meu rabo e não saindo do lugar.

Devido a essa temática do redondo resolvi fazer estudos desenhando em suportes redondos, porém em maior tamanho.

Já não era mais a mesma coisa. sem sentido, burocrático e ainda mais repetitivo.




Escrito por Joplin às 21h21
[   ] [ envie esta mensagem ]




Um recorte sobre o mapa desenhado



Escrito por Joplin às 21h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




mapas e tabuleiros para jogos

 

Criei um mapa em papel A0 com desenhos em escala muito pequena como tabuleiros de jogos para pequenos bonecos.

Fui fazendo pontes com os textos 'A miniatura' de Bachelard no livro 'A poética do espaço'. Depios acabei também pegando o texto 'A fenomenologia do redondo' do mesmo autor e livro. 

Essa imagem abaixo é um modelo em A4 do que pensava em fazer. Contudo, os escritos não constavam no trabalho final em A0 e não faziam parte da proposta, eram só citações que achei interessantes.



Escrito por Joplin às 21h10
[   ] [ envie esta mensagem ]




o redondo

vivo ao redor de vidas, infancias, segredos e fantasias.

as pessoas sempre se repetem

girando, girando no mesmo lugar

no início da atividade de desenhar sobre bolinhas de papel era divertido

imagens abstratas, brinquedos, moscas, objetos, histórias

foram voltas, voltas e mais voltas

círculos cheios de imagens repetidas

redondo, redondo, girando, repetindo

 



Escrito por Joplin às 20h51
[   ] [ envie esta mensagem ]




Como transpor o lúdico, mágico e fantástico mundo do imaginar?

Como criar em espaços bem pequenos e desenhar como se pudesse esconder algo neste minúsculo espaço?

Como desenhar como se fosse uma brincadeira?

 



Escrito por Joplin às 20h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




prontuários de bolinhas

As folhas onde são descritos todos esses atendimentos dos adolescentes, são furadas e assim são montados prontuários como fichários.

como essas bolinhas aqui:

 

 

Utilizando as bolinhas retiradas do furados de papel, e desenhando na frente e no verso desses pequenos pedaços de papel, criei imagens que brincavam e lembravam essas infâncias.

Em cada bolinha construía uma imagem e uma história, que mesma abstrata tinha intenção de representar essas infâncias. Essas bolinhas foram coladas em um copo de vidro, sendo possível assim ver os dois lados desenhados.

 

 



Escrito por Joplin às 18h08
[   ] [ envie esta mensagem ]




minúsculos espaços da memória

UMA INFÂNCIA: A  partir da figura das células, lembrei da minha preferência por jogos e brincadeiras que utilizavam miniaturas, eram caderninhos, escolas, bonecas minúsculas e até desenhos em escalas muito pequenas. Para mim, o vaso de plantas era uma floresta, o adulto um gigante e meu cachorro (que era muito pequeno mesmo) parecia um mostro ameaçador.

 

OUTRAS INFÂNCIAS: Por trabalhar com atendimento psicológico de adolescentes, que estão no limíte entre o ser aduto ou a infância, e que a todo momento estão saindo e voltando a essa fase da criança, busquei construir um objeto que falasse dessas infâncias (minha e deles) e da dimensão da miniatura. São histórias muito diferentes, porém com segredos e contadas com detalhes que antes estavam guardados em minúsculos espaços da memória.



Escrito por Joplin às 17h51
[   ] [ envie esta mensagem ]




Aquelas células que escolhi lembravam uma galáxia devido às cores e textura da fotografia.

Na verdade, o tema que queria trabalhar estava ligado a questão do micro, do pequeno, do detalhe e da miniatura.

Segundo Bachelar : “é preciso ultrapassar a lógica para viver o que há de grande no pequeno” (BACHELAR, 1979, p. 306)

Assim, concordando com este autor quando fala da miniatura como algo que faz sonhar e que no detalhe é possível ver o sinal de um mundo novo com atributos de grandeza, comecei a tecer uma história e uma linha começou a ser traçada.



Escrito por Joplin às 17h48
[   ] [ envie esta mensagem ]




partida: células




Escrito por Joplin às 21h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




começo

Agora vou começar de verdade a memoriar sobre minha produção de desenho ou me desmemoriar de vez estando neste blog.

Este memorial contará como fui consturando durante o ano de 2005 um processo de desenho pessoal. Este processo foi desenvolvido na disciplina de Desenho III da FAP (Faculdade de Artes do Paraná), no curso de Licenciatrua em Artes Visuais.

No início do ano a proposta era escolher, diante de inúmeras figuras e recortes de revista, um tema  e uma imagem de partida para o início de um projeto de desenho. Diversas figuras com inúmeras temáticas foram colocadas em uma mesa para que os alunos selecionassem um delas somente.

Minha opção foi pelo menor recorte que trazia uma imagem de duas células como essas adiante. 

 

 



Escrito por Joplin às 11h25
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 



Meu perfil
BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Arte e cultura, Política
Histórico
  27/11/2005 a 03/12/2005
  20/11/2005 a 26/11/2005
  06/11/2005 a 12/11/2005
  16/10/2005 a 22/10/2005


Outros sites
  Juventude Revolução
  Jornal O Trabalho do PT
Votação
  Dê uma nota para meu blog



O que é isto?